Dom de gerar
Nada mais bonito, do que o dom de gerar…
Em seu ventre, crescia uma vida! Outra pessoinha…
Em seu peito não cabia, tanta alegria…
Aquela notícia foi a melhor que havia!
Na hora do parto, sentia as dores… Contente.
Pois o maior dos sonhos era gerar descendentes,
Família grande e feliz, época do povo raiz.
Luas e luas se passavam e nada das regras descerem…
Ali já se ficava contente, imaginando o fruto da gente.
Entre enjoos e mal estar, sorria sem pensar…
Por agradecer o dom, de poder gerar…
A barriga ia crescendo… E lá fora reunidas,
Tecíamos as roupinhas do bebe, naquele dia.
Corta-se o cordão umbilical… Mas nada o separa do amor maternal.
Idas e vindas o ano passa, e logo estão prestes a se casar,
O ciclo da vida nunca se acaba, pois a vontade de Deus… É nos multiplicar…
Nascida, crescida e hoje, parida… Do grande amor da minha vida!
Michele da Silva Santos