Dois gumes
Noites em claro, olhos fechados…
A mente não para… E o coração se abala…
Sinto na alma, como se fosse uma espada,
Transpassando-me lenta… Para que a sinta por inteira.
Viver sem você, é apenas sobreviver,
Maldito dia, em que fui te conhecer!
A beira do abismo, enlouquecida imagino…
Como seria minha vida, contigo…
Porquê você fez isso comigo?
Tantos desatinos, dias e dias perdidos…
Na esperança de amar-me e casar-se contigo…
Ingenua ou apenas cega, não queria enxergar,
O que fazia comigo.
Chamava de amor, o que era apenas desatino,
Eu vivia por você a cada badalar do sino,
Mais tudo não passava de decepção, ilusão e egoismo.