Reencontro
Alguns anos sem se ver… Não saberiam ao certo, o que iria acontecer!
O frio na barriga e o nervosismo tomou conta… Chegaram a tremer.
O carro dele, ela pediu para ver… Conversaram por horas,
Todos cochichando e eles fingindo não ver.
A velha chama, voltou a ascender…
Chegou a hora de todos irem embora,
Ele então falou `` vou ir para lá também´´
Todos torciam por eles e riram ao verem,
Nervosos em seus dizeres… `` Então tá bom, vou ir com você´´.
Entrou no corcel e elogiou-o, pois amava carros antigos,
E este estava excepcional, ainda mais junto de seu ``amigo especial´´…
Pegaram a rodovia e só o que ouvia era o som do motor, como música o sentia…
Cada acelerada… Trocada de marcha… as pernas ela cruzava!
Excitada e mais nada… Apenas pensava…
``Te quero esta noite… Sem pressa, Sem roupa, Sem nada!
Chegaram na casa de seus amigos, riram, beberam café,
E se despediram… Saíram juntos, ah que delicia!
Ainda nervosos, perguntaram… `` há um lugar tranquilo´´?
Sim, bem na praça da esquina parou o corcel e ali…
Quase se despiram… Olho no olho… O frio ainda mais na barriga…
Mão na nuca… Na cintura… No queixo…
Beijos lentos, quentes, chegou a perder o controle
Do momento presente! Virando pra lá e pra ca…
Mãos percorrendo aquele corpo moreno indecente…
Ninguém mais controlava a gente…
Beijo doce… Safado… Mordia sem pena de arrancar pedaço…
As mão dela percorria de seu pescoço, até embaixo…
Ele a apertava, na tentativa de conter-se sem embaraço…
Ah… O desejo tomou conta do espaço…
No momento em que ela sentiu o abraço…
Soltou um gemido tão alto, que os dois sem restringir o
Tamanho do carro, se consumiram ainda mais naquele amasso…
O desejo… O carro… Os dois presentes…
Ardiam em desejos incontrolavelmente!
Até que bateu na gente, o farol de um carro
Nos refrescando a mente, de que não estávamos sozinhos naquele ambiente.
Michele Da Silva Santos